sexta-feira, 15 de julho de 2016

Visitando Grandes Obras Arquitetônicas em POA!

     Numa conversa casual em sala de aula, surgiu a ideia de conhecer algumas obras arquitetônicas em Porto Alegre. A aprovação foi unânime! Assim, em férias, nos organizamos em uma caminhonete e partimos as 6 horas da manhã! Eu, Luis Felipe e namorada Latícia, Thierry e Argel... Grupo perfeito para entre essa e outras que haverão de surgir!
   
                                           Escoltados no amanhecer!
                                                     Pernas humanas & pernas vegetal!
                                                   Selfie...........azuuuullll!
                                                     Carteirinha Unesc, paga meia!
                                    Entrada e saída dos jogadores. O colega Argel define o espaço como a arquitetura das sensações!
             No zoom projetual....as 3 camadas!
                      A cobertura em metal é um elemento único que abraça o Estádio Beira Rio.
                                            Na cabine de apoio, interiorizamos a energia espacial!
                                     O carinho dos filhos de minhas amigas! O colega de curso Thierry  Minatto.
                          No piso, a marca daqueles que abraçam a causa! Serve como inspiração em P5?!
                   Condomínio habitacional com elevador panorâmico na diagonal . Curiosidade no olhar dos futuros Arquitetos Urbanistas... !
                   Entre o metal, tecido com durabilidade para 3 décadas...

                                                   Detalhes da obra.

                                              Circulação vertical ...















                        A esquerda, Fund. Iberê Camargo!


                                        O estacionamento da Fundação Iberê Camargo fica no subsolo da via.

O primeiro estudo apresentado sofreu alterações para agregar vagas de estacionamento e poder ser aprovado pela municipalidade. A carência de terreno livre disponível foi resolvida com a cessão de uso do subsolo da avenida beira-lago, cedida pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Essa foi uma alteração de vulto, mas muitas outras, de pequena monta, foram feitas continuamente, até a conclusão da obra. O processo de projetar de Siza lembra o de Iberê pintando. O arquiteto não dá como finalizado o projeto até que a obra esteja pronta. Durante suas visitas à obra, era comum que elaborasse croquis e fizesse apontamentos que resultariam em reconsiderações, num processo de contínuo refinamento do desenho. Os escritório de projetos em Portugal e o de execução no canteiro de obras em Porto Alegre estiveram sempre integrados e em permanente comunicação.
                     
O edifício de concreto branco conta com três plantas baixas e um átrio que receberá obras de arte temporárias, aproveitando também o subsolo para instalação de um auditório e estacionamento. Tanto no seu exterior, como internamente, a obra se destaca por seu contraste entre curvas e retas, com corredores e rampas, simetria e assimetria, criando um diálogo entre a arte a natureza. Uma construção pouco comum entre as existentes na cidade. É a primeira vez que Porto Alegre recebe um edifício de tal importância arquitetônica, o que desperta certa curiosidade e expectativa do público.


O Edifício alberga  obras do Pintor brasileiro, o qual levará seu nome, Iberê Camargo. Está localizado em uma escarpa de Porto Alegre de onde, se contempla às margens do Lago Guaíba. Consiste em uma plataforma retangular, que contém o estacionamento, sobre o qual Siza verticaliza um volume irregular de concreto branco, cor obtida pela mescla de concreto com pedras brancas do rio vizinho. Parte das circulações são rampas como braços que se separam do corpo principal, marcando a fachada do edifício. As salas de exposições, ateliês, biblioteca e auditório fazem parte do programa que circundam o átrio central.

Coube a Porto Alegre, com suas vistas ao Lago Guaíba o entardecer com o maravilhoso pôr-do-sol da capital meridional brasileira, uma referência internacional em Arquitetura Contemporânea.







A obra vai muito além dos seus limites. A preocupação com o fator ambiental foi um dos desafios que enfrentou Siza na elaboração do projeto. Verticalizado sobre um terreno estreito, entre águas e pedras, o arquiteto soube aproveitar o espaço, preservando a natureza imediata, e adota sistemas estruturais inovadores para garantir a preservação do meio ambiente. Negar a importância que terá o museu no marco internacional é como contrariar o caso do Museu Guggenhein em Bilbao. Como disse Siza, durante a inauguração da obra: “um museu pode revelar uma cidade para mundo”. Deste modo, Porto Alegre está se exibindo para o mundo, sugerindo uma nova fase para a cultura local.






Muitos já lembraram que este edifício faz uma referência ao Guggenheim de Frank Lloyd Wright em Nova York. Só que aqui, mesmo que o museu seja uma contínua promenade architecturale, há, repito, uma divisão espacial bem marcada. De um lado estão as salas de exposição, ortogonais e funcionais, de outro as rampas, sinuosas e orgânicas. Quando Siza disse “temos que trabalhar como um alfaiate aqui”, talvez não estivesse apenas se referindo às dificuldades do terreno, mas também à necessidade de ajustar um espaço museográfico condizente com as obras de Iberê. Iberê era um moderno, tinha em mente genéricas paredes brancas para a sua pintura. Seu último atelier[7], lembrou Roberto Segre[8], era de uma limpeza “quase hospitalar”.

O grande vazio do átrio atenua qualquer conflito museográfico entre o lado museograficamente mais moderno, digamos assim, e o lado mais contemporâneo. É esse lado mais livre e de formas complexas, que, sem dúvida, vem desafiando a imaginação dos artistas. Não sabemos até que ponto Siza pensou em ocupar, com obras de arte, o átrio, rampas e túneis, mas é certo que o resultado da instalação de Yole de Freitas aponta para a sua disponibilização permanente. As intervenções de Lúcia Koch nas janelas do museu e o filme produzido por Pierre Colibeuf deram outras mostras de que, se a casa foi feita para Iberê, Siza abriu suas portas para muitas outras artes.

                                    Iluminação Zenital.....um encantamento!